Contra o definhamento <br>do SNS
Convocada pela Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, teve lugar uma concentração de protesto no dia 20 de Maio, junto ao Centro de Saúde de Santo André, para exigir mais médicos de família, assim como a construção do centro de saúde do Alto Seixalinho e da extensão de saúde de Palhais, e o alargamento do horário da extensão de Coina.
Na acção – que, entre outros, contou com a presença de Paula Santos, deputada do PCP na Assembleia da República (AR), e de Carlos Humberto de Carvalho, presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB) – foi aprovada uma moção, onde se refere que, segundo um balanço feito pelo Ministério da Saúde, «entre 2011 e 2014 saíram do Serviço Nacional de Saúde (SNS) 2194 enfermeiros, 342 técnicos de diagnóstico e terapêutica, 1863 assistentes técnicos e 3463 assistentes operacionais».
Estima-se ainda que «entre 2010 e Outubro de 2015 tenham saído mais de 3100 médicos do SNS por aposentação», o que representou para os que ficaram «uma maior sobrecarga de trabalho, colocando em risco não só os profissionais como também os próprios utentes».
Problemas locais
No documento – dirigido ao primeiro-ministro, ao ministro da Saúde, aos deputados na AR e à CMB – informa-se ainda que, em 2014, foi encerrada a extensão de saúde de Palhais, com 1500 utentes, e o centro de saúde do Bocage, o que obrigou à transferência de cerca de 14 mil utentes para o Centro de Saúde de Santo André. Os utentes de Santo André passaram, por seu lado, para a nova Unidade de Saúde Familiar de Santo António.
Na extensão de saúde de Coina os utentes foram confrontados com a abertura dos serviços apenas duas tardes por semana. Neste momento, a extensão está a funcionar durante uma tarde, quando não abre por falta de recursos humanos.
«Passámos de uma situação de 9882 utentes sem médico de família, em 31 de Dezembro de 2015, para cerca de 13 633 utentes, em 26 de Abril de 2016, segundo dados do Ministério da Saúde», que «reconhece que são necessários mais sete ou oito médicos», destaca o texto da moção.
Esta situação «promove uma grande afluência ao serviço de urgência do Hospital Barreiro/Montijo», uma vez que os utentes «não encontram resposta na sua unidade de saúde de referência», acrescenta-se.